Nvidia levanta US$ 25 bilhões em primeira oferta de títulos desde 2021, atraindo US$ 85 bilhões em pedidos em sete séries

A Nvidia lançou sua primeira emissão de títulos com grau de investimento desde 2021 em 15 de junho, precificando US$ 25 bilhões em notas — valor ampliado em relação à meta inicial de pelo menos US$ 20 bilhões — após atrair cerca de US$ 85 bilhões em pedidos, mais de três vezes o tamanho da oferta. A oferta é estruturada em sete séries com vencimentos variando de dois a 30 anos e foi liderada por Goldman Sachs, J.P. Morgan e Morgan Stanley. A Nvidia disse que pretende usar os recursos para fins corporativos gerais, incluindo reembolso e refinanciamento de dívidas existentes; a empresa atualmente possui aproximadamente US$ 7,5 bilhões em dívidas de longo prazo e US$ 1 bilhão em dívidas de curto prazo. O negócio marca o retorno da Nvidia ao mercado de títulos desde sua captação em 2021, quando levantou US$ 5 bilhões — numa época em que a receita anual girava em torno de US$ 27 bilhões, em comparação com US$ 216 bilhões no ano fiscal de 2026.

A oferta faz parte de uma ampla onda de emissões de dívida de tecnologia impulsionada pela construção da infraestrutura de IA. A Alphabet levantou mais de US$ 55 bilhões em nova dívida desde novembro e anunciou planos para US$ 85 bilhões em ofertas de ações; a Super Micro anunciou US$ 7 bilhões em financiamento de capital para aquisição de hardware. Analistas enquadraram a venda de títulos da Nvidia como uma medida de eficiência de capital e não como um sinal de estresse no balanço patrimonial — a empresa gera fluxo de caixa livre substancial e mantém liquidez disponível para investimentos em IA, recompra de ações e P&D de chips de próxima geração, ao mesmo tempo que garante financiamento de longo prazo a taxas administráveis.

Bloomberg | CNBC