A FAA declarou, em 27 de maio, que o voo de teste do Starship da SpaceX, realizado em 22 de maio, foi um incidente, ordenando que a empresa investigasse por que o propulsor Super Heavy falhou durante o 12º voo — o primeiro lançamento com a configuração atualizada V3. Segundo o comunicado da FAA divulgado ao TechCrunch, o problema ocorreu após a separação dos estágios, sem feridos ou danos materiais registrados. O TechCrunch informou que o propulsor não conseguiu manter a queima dos motores necessária para retornar à base de lançamento Starbase, no Texas, acabando por cair no Golfo do México e provavelmente explodindo ao atingir a água. O próprio Starship perdeu também um dos seis motores Raptor após a separação do propulsor, o que levou a SpaceX a cancelar uma queima orbital prevista. Por outro lado, o estágio superior do Starship V3 conseguiu pousar controladamente no oceano, na costa oeste da Austrália, conforme planejado. O Starship permanece proibido de voar até que a SpaceX conclua sua investigação e a FAA aprove o relatório final e quaisquer medidas corretivas.
Essa proibição surge em um momento delicado: a SpaceX protocolou os documentos para seu IPO em 20 de maio, com previsão de listagem para meados de junho; o documento S-1 revela ainda que o crescimento contínuo do Starlink depende da confiabilidade e reutilização do Starship. A empresa implementou diversas mudanças na versão V3 — incluindo um propulsor redesenhado, novos motores Raptor de terceira geração e outras melhorias — justamente para superar os problemas verificados nos 11 voos de teste anteriores. Não é a primeira vez que a SpaceX enfrenta investigações determinadas pela FAA durante o desenvolvimento do Starship; em fevereiro, um pedido semelhante suspendeu os voos do foguete Falcon 9 por quatro dias. Enquanto isso, o foguete New Glenn, concorrente da Blue Origin, recebeu autorização da FAA para voltar aos céus na semana passada, com uma quarta tentativa de lançamento prevista para breve.