Conforme reportagem da Cailian Press em 27 de maio, desde 26 de maio houve novas exigências documentais para a abertura presencial de contas de investimento em bancos de Hong Kong: os clientes precisam assinar adicionalmente a “Declaração de Divulgação Transfronteiriça (aplicável ao pedido de abertura de conta de investimento)”. De acordo com relatos de diversos investidores que abriram contas em bancos chineses e estrangeiros em Hong Kong naquele dia, alguns tiveram o processo interrompido pelos funcionários no meio do caminho; foi necessário assinar o novo documento para reiniciar o pedido. O conteúdo principal da declaração é o seguinte: o titular da conta deve confirmar que “todos os recursos utilizados para atividades de investimento e respectivos pagamentos são provenientes de fontes legais fora da China continental”, além de alertar residentes da China continental de que os serviços de conta de investimento são destinados apenas a pessoas que estejam em Hong Kong (como quem vive ou trabalha lá). Pelo menos um serviço de atendimento ao cliente de um banco chinco confirmou à Cailian Press que essa alteração segue “as mais recentes orientações das autoridades reguladoras”; investidores da China continental que abriram contas entre 23 e 25 de maio também precisam assinar a nova versão da declaração. Representantes de bancos estrangeiros corroboraram essa informação, explicando que se trata de um ajuste em conformidade com as exigências locais. Ainda assim, vários bancos não divulgaram respostas oficiais por escrito.
Quanto aos impactos sobre clientes já existentes, o atendente do banco chinco informou que as funcionalidades de transação de investimento ficarão suspensas até a assinatura do documento, mas as contas não serão canceladas; os ativos e posições atualmente detidas permanecem intactos, só não será possível realizar novas compras. Após a assinatura, o sistema retomará as operações em até um dia útil; isso pode ser feito pessoalmente nas agências ou por e-mail. O momento da implementação dessa norma é bastante sensível: em 25 de maio, três corretoras online — Futu, Tiger Brokers e Longbridge — foram severamente multadas pela Comissão de Valores Mobiliários de Hong Kong por problemas de conformidade; na mesma época, as autoridades reguladoras deixaram claro que o investimento transfronteiriço seria cada vez mais direcionado para os canais bancários. Analistas acreditam que o modelo integrado de conformidade “bancos + corretoras + gestão patrimonial” liderado pelos bancos tem grande potencial para voltar a ser o caminho principal para investimentos de cidadãos da China continental em Hong Kong.