Em 18 de maio, um júri federal dos Estados Unidos decidiu por unanimidade que as ações movidas por Elon Musk contra Sam Altman, CEO da OpenAI, Greg Brockman, cofundador da empresa, e a própria OpenAI estavam fora do prazo legal para entrada em juízo; por isso, todos os pedidos foram rejeitados. O júri também negou a alegação de que a Microsoft teria auxiliado os réus na violação de seus deveres fiduciários. Nove jurados deliberaram a partir da manhã de segunda-feira e chegaram a um consenso em menos de duas horas. A juíza Yvonne Gonzalez Rogers aceitou e homologou a decisão no tribunal. Steven Molo, advogado de Musk, afirmou que recorrerá da sentença, alegando que ela aborda apenas “questões jurídicas técnicas” e não reflete uma avaliação do mérito do caso.
O processo teve três semanas de julgamento. Musk sustentava que, durante a transição da OpenAI de uma organização sem fins lucrativos para uma empresa com fins lucrativos, Altman e outros violaram seus deveres fiduciários, obtendo benefícios ilícitos para si mesmos. Por outro lado, a OpenAI argumentou que já se discutia a mudança para um modelo lucrativo desde 2017, e que um braço lucrativo da empresa foi criado em 2019. Como Musk só entrou com a ação em 2024, os prazos prescricionais de três anos para violações de confiança e de dois anos para enriquecimento ilícito já haviam expirado. Durante o julgamento, Musk declarou que só tomou a decisão de processar após a Microsoft investir US$ 10 bilhões na OpenAI em 2023, recebendo em troca direitos de propriedade intelectual. Bill Savitt, advogado da OpenAI, afirmou após o julgamento que o júri se posicionou “de forma esmagadora” a favor da empresa; a Microsoft também saudou a decisão em um comunicado. Informa-se que o recurso de Musk terá como base principal a chamada “doutrina da violação contínua”, na tentativa de contornar os prazos prescricionais — algo que a juíza já havia recusado incluir nas instruções ao júri.