A revista Time publicou em 18 de junho uma investigação aprofundada sobre a tentativa da Rússia de construir um ecossistema doméstico de IA apesar das abrangentes sanções ocidentais a chips. O relatório, baseado na conferência anual Data Fusion da Rússia em abril e em entrevistas com pesquisadores e autoridades, conclui que as ambições russas em IA são reais, mas severamente limitadas. Na conferência, executivos do segundo maior banco russo, da estatal de energia nuclear e do Ministério do Desenvolvimento Digital apontaram o mesmo gargalo: acesso à capacidade computacional. As exportações de GPUs dos EUA, Europa e Japão estão bloqueadas desde 2022; chips chineses e o contrabando através de países intermediários preencheram parcialmente a lacuna, mas com tetos de capacidade significativamente inferiores aos que as nações aliadas dos EUA podem acessar. O CEO do Sberbank, German Gref, que lidera o esforço estatal russo em IA, reconheceu que as unidades de processamento gráfico continuam sendo o hardware mais difícil de substituir; um vice-CEO disse à Reuters no início deste ano que a Rússia está seis a nove meses atrás dos EUA e da China em uma série de parâmetros de IA, e pretende focar no desenvolvimento de grandes modelos de linguagem em vez de construir data centers enormes. Em abril, Putin presidiu uma reunião dedicada ao desenvolvimento de IA, ressaltando a prioridade política atribuída ao setor.
No lado do pessoal, a reportagem da Time observa que a filha de Putin, Katerina Tikhonova, dirige um instituto de IA aberto em 2020 no centro de um „ecossistema unificado