O juiz Tejas Karia, do Tribunal Superior de Delhi, decidiu em 19 de junho que o governo indiano tem o direito de ordenar o bloqueio do acesso público ao Telegram, considerando as medidas de bloqueio adotadas pelo governo no vazamento das provas do exame de admissão da faculdade de medicina NEET como «legais e razoáveis», rejeitando o recurso do Telegram. Durante o julgamento, o Telegram acusou o governo de ocultar intencionalmente as ações da plataforma para remover conteúdo voluntariamente — a plataforma afirmou ter removido ativamente mais de 900 links ilegais relacionados ao conteúdo do exame; o governo, por sua vez, rebateu que o Telegram possui características únicas, como canais que podem ser facilmente recriados, números e nomes de usuário que podem ser ocultados, constituindo um «desafio contínuo para a aplicação da lei», diferenciando-se de outras plataformas. O Telegram tem mais de 150 milhões de usuários na Índia, seu maior mercado individual no mundo, e o aplicativo ainda não comentou a decisão. A Fundação pela Liberdade da Internet da Índia afirmou após a decisão que este caso «estabelece um precedente preocupante para a internet aberta, cujo impacto irá muito além deste caso em si». Durov criticou anteriormente a ordem de bloqueio, afirmando que ela «pune os usuários da plataforma, enquanto o vazamento das provas já foi transferido para outros canais». A ordem de bloqueio permanecerá em vigor até 22 de junho, data que coincide com a realização do exame de reposição do NEET.