Em 28 de maio, durante o lançamento da estratégia de inteligência artificial ‘Ganwei’, o presidente da BYD, Wang Chuanfu, apresentou oficialmente o chip de condução autônoma desenvolvido pela própria empresa, chamado ‘Xuanji A3’. Este é considerado o primeiro chip dedicado à condução autônoma fabricado na China com processo de 4 nm, e já entrou em produção em larga escala. Segundo Wang, quando os três chips são utilizados em conjunto, a capacidade computacional total ultrapassa 2100 TOPS, permitindo a operação de sistemas de condução autônoma nos níveis L3 e L4. Após otimização profunda com algoritmos próprios da BYD, a taxa de aproveitamento dessa capacidade aumentou 100% em relação ao estado não otimizado. O executivo também revelou que a BYD criou seu próprio departamento de design de circuitos integrados já em 2002 (antecessor da BYD Semiconductor), tendo lançado até hoje mais de 2000 produtos de chip, aplicáveis tanto a veículos inteligentes quanto a eletrônicos de consumo. Atualmente, a empresa conta com cinco fábricas de wafer e domina todas as etapas essenciais do ciclo de produção — desde a definição do produto e projeto arquitetural até a fabricação, encapsulamento e teste —, autointitulando-se ‘a única montadora global capaz de produzir chips em todo o ciclo completo’. A introdução do Xuanji A3 significa que a BYD alcançou uma integração profunda entre software e hardware no campo da condução assistida, deixando para trás sua dependência anterior de chips de terceiros como os da Horizon Robotics.
Este lançamento marca um ponto crucial na trajetória de inteligência artificial da BYD. Em 2025, a taxa de veículos à venda equipados com o sistema de condução assistida ‘Tianshen Zhiyan’ chegou a 71%, porém a dependência de chips externos gerava constantes dúvidas sobre o grau de autonomia tecnológica da companhia; a ‘dependência de capacidade computacional externa’ era, inclusive, um fator que limitava sua avaliação de mercado. Com a produção em massa do Xuanji A3, a BYD agora tem base sólida para consolidar sua imagem como líder em inovações inteligentes. No cenário competitivo, isso demonstra que as montadoras chinesas estão em condições de disputar diretamente com arquiteturas como as Orin/Thor da NVIDIA no segmento de chips para condução autônoma — um ativo estratégico vital —, reduzindo ainda mais riscos relacionados à exportação e à independência da cadeia de suprimentos.